A Parte 4 de Lupin estreia na Netflix em 23 de outubro de 2026, com 8 episódios inéditos e Omar Sy de volta ao papel de Assane Diop. A nova leva retoma a história quatro anos depois de o ladrão cavalheiro se entregar à polícia no encerramento da Parte 3: ele cumpre pena, tenta deixar a vida de crimes para trás e recomeçar ao lado de Claire, a ex-mulher, e do filho, Raoul.

O que desmonta o plano é um imitador. Assaltos simultâneos a museus são atribuídos a Assane, que passa a ser procurado por crimes que não cometeu e precisa arquitetar a própria fuga para provar quem é. Quem quiser comparar serviços de transmissão antes de decidir onde assistir pode consultar opções de IPTV Teste e checar cobertura, velocidade e catálogo antes de contratar — a exibição oficial da série, com legendas e dublagem em português, segue na Netflix.

Para quem perdeu o fio da meada, os últimos capítulos da Parte 3 continuam no catálogo, e revê-los é o caminho mais rápido para reencontrar o ponto de partida da trama. A quarta parte é também a segunda maior da série em número de episódios, atrás apenas da primeira, que teve dez.

Estreia em 23 de outubro: os 8 episódios da Parte 4 de Lupin e onde assistir

A data está fechada: 23 de outubro. Nesse dia, a Netflix libera os oito capítulos de uma só vez, mantendo a lógica de maratona que fez da atração francesa um dos títulos não ingleses mais assistidos do serviço. São dois episódios a mais do que a Parte 3 e três a mais do que a Parte 2 — um formato que se aproxima do padrão de temporadas adotado pela empresa nos últimos anos.

A história começa com um salto no tempo. Assane cumpre pena depois de se entregar à polícia no fim da Parte 3 e tenta reconstruir a rotina ao lado de Claire e de Raoul. O recomeço dura pouco: os assaltos atribuídos a ele viram o roteiro do avesso, e a saída para escapar da acusação é sair da prisão e localizar quem está usando sua identidade.

É uma mudança de tom em relação às temporadas anteriores. Em vez de golpes ensaiados com precisão, a nova leva coloca o protagonista numa posição reativa, na qual ele precisa provar quem é antes de voltar a agir. As três primeiras partes seguem disponíveis na Netflix, com legendas e dublagem em português, o que facilita a revisão nos dias que antecedem a estreia.

Que horas os capítulos entram na Netflix e como assistir legalmente no Brasil

A Netflix costuma liberar temporadas completas à meia-noite do horário do Pacífico, o que corresponde a cerca de 4h da manhã no horário de Brasília. Na prática, quem abre o aplicativo no início do dia 23 já encontra os oito capítulos disponíveis. Não existe lançamento semanal nem divisão em blocos ao longo do mês.

No Brasil, a exibição oficial acontece pela Netflix, em todos os planos. Os valores mensais variam conforme a resolução de imagem e o número de telas simultâneas, hoje na faixa de R$ 20 a R$ 60. A série não tem versão gratuita autorizada, e a dublagem em português mantém boa parte do elenco de voz das temporadas anteriores.

  • Quando: 23 de outubro, a partir de cerca de 4h (horário de Brasília).
  • Onde: Netflix, sem custo extra em nenhum plano.
  • Formato: 8 episódios liberados de uma vez.
  • Duração: capítulos de 45 a 55 minutos, em média.
  • Idiomas: legendas e dublagem em português disponíveis desde o primeiro dia.

Quem volta ao elenco: Omar Sy, Ludivine Sagnier e os personagens que seguem na trama

O núcleo principal segue intacto. Omar Sy interpreta Assane Diop pela quarta vez, e Ludivine Sagnier retorna como Claire, personagem que divide com ele a criação do filho. A presença dos dois sustenta a parte emocional da temporada, centrada na tentativa de reconstruir uma família marcada por anos de fuga, disfarces e mentiras.

Do lado da investigação, Soufiane Guerrab volta como o detetive Youssef Guedira, que ganhou espaço ao longo da série e agora ocupa um lugar decisivo nas buscas pelo imitador. Shirine Boutella retorna como Sofia Belkacem, e Antoine Gouy segue como Benjamin Ferel, amigo de longa data de Assane — e também o mais exposto quando a identidade do protagonista é usada por terceiros.

  • Omar Sy — Assane Diop
  • Ludivine Sagnier — Claire
  • Soufiane Guerrab — Youssef Guedira
  • Shirine Boutella — Sofia Belkacem
  • Antoine Gouy — Benjamin Ferel
  • Théo Christine e Laïka Blanc-Francard — também no elenco da nova temporada

O imitador que assalta museus usando o nome de Assane: a premissa da nova temporada

O motor da Parte 4 é um crime de identidade. Museus são assaltados em sequência, e todas as evidências apontam para Assane Diop — que, naquele momento, está atrás das grades. A coincidência impossível indica que alguém conhece seus métodos, seus disfarces e sua assinatura bem demais para ser apenas um admirador.

O impostor funciona como um falso Arsène Lupin, e a escolha reforça o tema que atravessa a série desde o primeiro episódio: identidade, legado e vingança. Se nas temporadas anteriores Assane controlava o próprio mito, agora ele descobre que o nome pode ser usado contra ele — e que a fama construída em cima de roubos espetaculares tem um preço quando vira combustível para outra pessoa.

Isso muda o ritmo dos capítulos. Sem os recursos que costumava mobilizar, o protagonista age com menos margem de erro, o que aproxima a temporada de uma narrativa de fuga e investigação. A produção francesa já sinalizou que o tom continua ancorado em Paris, mas com deslocamentos menores e cenas mais concentradas em ambientes fechados.

O que o trailer oficial e as imagens do Tudum já entregaram

O material de divulgação publicado no Tudum da Netflix confirma três pontos: a prisão de Assane como ponto de partida, a existência de um segundo Lupin em ação e o peso do núcleo familiar na história. Até o momento, as peças oficiais não revelam o rosto do impostor, o que mantém o mistério da identidade dele intacto até a estreia.

Vale tratar com desconfiança os vídeos que circulam fora dos canais oficiais. Teasers remontados e supostas cenas vazadas costumam misturar imagens das temporadas anteriores com material de outras produções francesas, o que gera teorias baseadas em informação errada. A recomendação de quem acompanha a série é simples: trailer e fotos oficiais antes de qualquer vídeo de terceiros.

Precisa rever a Parte 3 antes de dar play? Recap do cliffhanger, teorias e o futuro da série

Não é necessário maratonar as três temporadas anteriores para entender a Parte 4. Produções da Netflix costumam retomar os pontos principais nos primeiros minutos, mas o salto de quatro anos na narrativa faz com que uma revisão curta ajude bastante — principalmente para reencontrar o estado emocional de cada personagem.

A recomendação prática de quem acompanha a série desde 2021 é rever os dois últimos episódios da Parte 3. São cerca de 100 minutos que recolocam em cena o motivo da prisão, a situação de Claire e Raoul e o que sobrou do império de Hubert Pellegrini. Para quem tem menos tempo disponível, um resumo de dez minutos resolve o essencial da cronologia.

Antes de apertar o play, vale organizar a preparação em cinco passos:

  1. Reveja os dois últimos capítulos da Parte 3 para reconectar com o ponto exato em que a história parou.
  2. Confira o trailer oficial no Tudum da Netflix, que reduz o risco de consumir conteúdo com informação errada.
  3. Anote nomes, objetos e cenas citados nos episódios antigos — a série costuma recuperá-los mais adiante.
  4. Assista com legendas em francês, se houver familiaridade com o idioma: parte dos jogos de palavra e das referências se perde na tradução.
  5. Nas primeiras 48 horas após a estreia, redobre o cuidado com redes sociais, período em que os spoilers se espalham sem aviso.

Como a Parte 3 terminou: Assane preso, Pellegrini em xeque e os fios que ficaram soltos

A terceira parte se encerra com uma decisão que inverte a lógica de toda a série. Assane, que passou três temporadas escapando da polícia, escolhe se entregar — um gesto que o coloca atrás das grades e, ao mesmo tempo, tira dele o controle sobre o próprio destino. A escolha tem peso simbólico: o personagem abre mão da liberdade para proteger as pessoas que ama.

Do outro lado, Hubert Pellegrini termina a temporada com o império abalado, mas não destruído. O empresário segue como o grande adversário da história, responsável pelo episódio que marcou a infância de Assane e pela morte do pai dele, Babakar. O que fica pendente é justamente o desfecho dessa disputa e a extensão do que as revelações feitas ao longo da trama provocaram na reputação dele.

Outros fios permanecem em aberto: como Claire e Raoul se organizam com Assane na prisão, o que acontece com a rede de aliados que ele construiu fora da lei e até onde vai o poder da polícia francesa sobre o caso. A Parte 4 parte exatamente desse ponto, e o imitador surge como o elemento que embaralha tudo outra vez.

Quem é o falso Lupin? As pistas dentro da trama e o que a obra de Maurice Leblanc sugere

A identidade do impostor é o mistério que movimenta as teorias. Três hipóteses aparecem com mais frequência entre os fãs: alguém do círculo íntimo de Assane que aprendeu seus métodos de perto, um profissional contratado por adversários do protagonista ou um criminoso que se apropriou do mito para tirar proveito da confusão. Nenhuma delas foi confirmada, e a série costuma guardar esse tipo de resposta para os capítulos finais.

A obra de Maurice Leblanc oferece pistas indiretas. No romance 813, o ladrão cavalheiro aparece envolvido numa acusação de assassinato que não cometeu — situação próxima da que Assane enfrenta agora. O autor também recorreu com frequência a disfarces, sósias e identidades emprestadas, incluindo a criação de Herlock Sholmès, uma paródia de Sherlock Holmes nascida de uma disputa literária com Arthur Conan Doyle. A ideia do criminoso que tem o nome roubado por outra pessoa, portanto, pertence ao próprio DNA da obra.

A leitura psicanalítica também ajuda a entender a escolha do roteiro. O duplo, conceito discutido por Freud no ensaio O Estranho, funciona como espelho e ameaça ao mesmo tempo: o imitador expõe aquilo que Assane não quer ver em si mesmo. Se a temporada seguir esse caminho, o confronto final tende a ser menos sobre quem cometeu os roubos e mais sobre o que o protagonista se tornou ao longo dos anos.

O mito de Lupin existe sem Assane? Identidade, legado e o retrato racial da França

A pergunta que a Parte 4 coloca em cena é maior do que a investigação policial. Assane construiu a própria identidade sobre um herói literário francês, branco, criado por Maurice Leblanc no início do século XX. O nome que ele carrega não nasceu com ele — foi herdado dos livros que o pai, Babakar, imigrante senegalês, guardava em casa. Ao ser substituído por um imitador, o personagem precisa lidar com a possibilidade de que o mito sobreviva sem ele.

A série sempre tratou dessa tensão de forma explícita. As temporadas mostram abordagens policiais motivadas por perfil racial, o peso do passado colonial na trajetória da família Diop e a diferença de tratamento entre um crime cometido por um homem negro e o mesmo crime cometido por alguém com poder econômico. Levantamentos sobre o sistema prisional francês apontam que negros e magrebinos ocupam uma proporção de detentos bem acima da participação desses grupos na população total do país — dado que dá densidade ao ponto de partida desta temporada.

O próprio Omar Sy é parte dessa discussão. Ele foi o primeiro ator negro a conquistar o César de melhor ator, e a escolha dele para viver um dos personagens mais conhecidos da literatura francesa gerou debate público na época da primeira temporada. Colocar Assane preso e substituído por outro Lupin é, nesse sentido, uma forma de continuar a conversa sobre quem tem direito de encarnar um símbolo nacional.

Parte 4 encerra a série? O que já se sabe sobre uma possível Parte 5

Não há anúncio oficial sobre o fim da série nem sobre uma quinta parte. A Netflix costuma decidir esse tipo de renovação depois de analisar o desempenho de audiência nas primeiras semanas, e o histórico da atração francesa é forte: a Parte 1 ficou entre as maiores estreias não inglesas do serviço, com cerca de 70 milhões de lares alcançados em quatro semanas.

O formato de 8 episódios e o encerramento da principal disputa da trama, no entanto, alimentam a leitura de que a história caminha para um desfecho. Se a Parte 4 fechar o arco de Assane com Pellegrini e resolver o mistério do imitador, uma eventual continuação teria de apostar em terreno novo — algo que a produção ainda não sinalizou.

ParteEpisódiosDuração média por capítuloDestaque

 

Parte 11040 a 60 minOrigem da vingança e apresentação do mito
Parte 2540 a 60 minArco mais curto, focado na fuga
Parte 3740 a 60 minRetorno a Paris e a entrega à polícia
Parte 4845 a 55 minPrisão, imitador e disputa pelo legado

Em qualquer cenário, a tendência é que a audiência se concentre numa única semana, já que todos os capítulos chegam juntos. Isso muda a dinâmica das discussões online: teorias nascem e morrem rápido, e o debate sobre o final tende a se esgotar antes do fim do mês.

A Parte 4 de Lupin estreia em 23 de outubro, com oito episódios, Omar Sy de volta e um adversário que usa a mesma máscara do protagonista. Para quem pretende acompanhar, vale reservar a noite de estreia, rever os últimos capítulos da Parte 3 e conferir o trailer oficial antes de consumir qualquer conteúdo de terceiros. A cobertura de estreia e a análise do desfecho da temporada seguem sendo publicadas conforme os episódios forem assistidos.

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